Os recentes surtos de DSTs

25 Apr 2018

Quando falamos sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis rapidamente associamos a AIDS e o HPV, porém doenças que eram consideradas praticamente erradicadas como a sífilis, a clamídia e a gonorréia voltaram a apresentar números significativos de infectados na população mundial.

           

De acordo com dados fornecidos pelo órgão americano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), apenas nos Estados Unidos, a incidência de sífilis, gonorréia e clamídia aumentaram 15,1%, 5,1% e 2,8%, respectivamente. No Brasil, o mais recente levantamento da Secretaria de Saúde é de 2015 e observou que em um período de cinco anos houveram 3.010 novas infecções de AIDS, 4.290 de sífilis, 6.550 de condilomas e 3.063 de úlceras genitais.

 

Os números levantados podem não fornecer um panorama fidedigno da situação no país, visto que apenas os casos de HIV e sífilis em gestantes e bebês devem ser obrigatoriamente notificados ao Ministério da Saúde.

 

Existe ainda o tabu que cerca as DSTs, que muitas vezes impedem os infectados de se testarem regularmente e sem saber do problema transmitem para terceiros, outras vezes, já cientes que carregam a doença, não procuram tratamento adequado por constrangimento.  

 

POSSÍVEIS CAUSAS

Contraditoriamente, a facilidade no tratamento ou os avanços que possibilitaram para as doenças que são incuráveis uma vida mais longeva parecem ter afastado o medo da infecção de DSTs. Apesar de toda a facilidade de acesso a informação, seja ele nas escolas ou na internet, é justamente o público jovem que tem sofrido maior incidência deste tipo de doença.

 

Segundo o CDC, jovens entre 15 a 24 anos respondem por 53% dos casos de gonorréia e 65% dos casos de clamídia nos Estados Unidos, porém o fenômeno da falta de prevenção entre os mais jovens parece ser mundial.

 

Em pesquisa realizada em 2012 com o objetivo de descobrir o comportamento do jovem brasileiro com relação às DSTs, 1.208 pessoas na faixa etária entre 18 e 29 foram entrevistadas. Quase quatro em cada dez admitiu não ter usado preservativo na sua última relação, afirmação que corrobora a constatação da Global Burden of Disease, o sexo inseguro é o fator de risco que mais cresceu nas últimas duas décadas.

 

PREVENÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO

Doenças Sexualmente Transmissíveis estão presentes nas mais diversas esferas e classes sociais, o único fator necessário para adquiri-la é praticar sexo inseguro, importante ressaltar também que apesar da grande incidência entre o público jovem podem ser contraídas por pessoas de qualquer gênero ou idade.

           

A conscientização e prevenção são primordiais! É preciso familiarizar a população para os riscos e complicações da contração de doenças menos conhecidas como sífilis, clamídia e gonorréia além de enfatizar que o preservativo é a melhor forma de prevenção, seja em relações casuais ou estáveis.

 

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